Nem sempre as coisas parecem ser com são

Quem sou eu

Manaus, Amazonas, Brazil
Prazer, me chamo Thiago Hermido. Sou jornalista e produtor cultural e, de vez enquando, arrisco uns acordes dissonantes. Gosto de cinema, quadrinhos e literatura.

domingo, 21 de março de 2010

O cachorro (2004)

Brincalhão, amigo, companheiro e engraçado. Assim era o Duck (carinhosamente batizado pela minha irmã, Maria Larissa, quando ela tinha seis anos de idade). Apesar do nome, o chamávamos de "negão". Afinal, o que esperar de um cachorro que chegou num dia, trazido pela minha mãe, o descreveu pra gente: "ele é poodle misturado com fila". Anh, como assim? Dai você tira o quanto conviver durante esses seis anos com o Negão foi divertido.
Dos banhos aos domingos, dos quais ele gostava muito... aos passeios fujões que causava desespero nos vizinhos que viam aquele grande cachorro preto, com cara de mal, mas com coração de criança, correndo para um lado e para o outro sem entender que merda de mundo era aquele que ante então ele só via pelas frestas da grade da garagem.
Pois esse animado cachorro, do qual eu me despedia toda vez que sai para o trabalho e quando chegava perguntava como foram as coisas em casa, se despediu no último sábado, dia 20 de março de 201o. A causa? Assim como nosso terceiro animal, ninguém sabe bem o que foi. Dose triplicada de anti-rábica, veneno de sapo, ou como disse minha namorada, solidão. Não sei!
O carrinho de mão, aquele de ferro usado para carregar cimento, na entrada do portão já me avisava que meu amigo já não estava mais em casa. Ainda procurei no fundo do quintal, com a iluminação pouco eficaz do meu celular , na esperança de ver aquele toco de rabo - que ele não tinha - balançando e o olhar ingênuo de quem acabou de fazer uma besteira, aparecer pra mim, mas não. Nem me despedi do Negão, nem me despedi...

Tchau Duck!

Nenhum comentário:

Arquivo do blog